domingo, 31 de agosto de 2008

4. Opinião de cada componente sobre a peça

Camila: a peça, antes de mais nada, retrata a realidade do nosso país, a injustiça e o descaso com a população mais carente. Um país onde não se tem educação, resulta na ignorância em tratar certos assuntos importantes. A coragem desse povo também é abordada, pessoas que são obrigadas a batalhar para se sustentar, mas mesmo assim, sempre há algo para ser injustiçado.

Thaynã: "A rosa do Lagamar" mostra como o nosso país passa por dificuldades, onde sempre quem tem mais dinheiro se beneficia. A luta das pessoas para sobreviver é grande e nada é feito. A falta de moradia faz com que pessoas saiam da periferia para os bairros mais nobres e formam-se as chamadas "favelas". Mostra a vida de mulheres batalhadoras.

Mirela: a peça fala da luta das mulheres para sobreviver num país onde a injustiça e o descaso com a população mais carente reina. Fogem dos bons costumes, pois Rosa cria sua filha sozinha, sem a presença constante do marido, que não a encontra há dez anos. A ignorância é tamanha, que acaba sendo enganada e tendo dua sofrida moradia tomana.

Rafaelle: a vida das personagens é mostrada de forma com que as pessoas retratem o sofrimento das classes mais baixas. A peça é recheada de mulheres batalhadoras, que ganham seu sustento sozinhas e rompem os limites sexistas. Rosa cria sua filha com muito esforço e luta para que Maria seja uma cidadã de respeito e "direita".

Taiany: a má administração da prefeitura do Estado fez de Rosa uma vítima. Sempre guerreira, saiu do seu bairro, Lagamar, para melhorar suas condições de vida, comprando um terreno que pertence a prefeitura. Lutando para sustentar dua filha da melhor forma possível, Rosa é despejada de sua casa por um engano, uma injustiça fruto de sua ignorância.

sábado, 23 de agosto de 2008

3. Vida e obra do autor

Eduardo Campos (Manuel Eduardo Pinheiro Campos) nasceu em 1923, em Guaiúba, então distrito de Pacatuba. Estreou em 1943, com o livro de contos Águas Mortas. Seguiram-se, neste gênero, em 1946 Face Iluminada, em 1949 A Viagem Definitiva, em 1965 Os Grandes Espantos, em 1967 As Danações, em 1968 O Abutre e Outras Estórias (constituído por uma seleção dos presumíveis melhores contos), em 1970 O Tropel das Coisas, em 1980 Dia da Caça, em 1993 O Escrivão das Malfeitorias, em 1998 A Borboleta Acorrentada e em 1999 O Pranto Insólito. Tem também peças de teatro, livros de folclore, romances, ensaios, biografias, memórias, além de grande número de produções especiais para o rádio e televisão. Seus principais romances são O Chão dos Mortos e A Véspera do Dilúvio. Durante dez anos dirigiu a Academia Cearense de Letras; foi Secretário de Cultura do Estado, Presidente do Conselho Estadual de Cultura, e é Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Ceará. Figura em antologias nacionais e internacionais de contos. É bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Iniciou-se nas letras escrevendo, dirigindo e representando peças de teatro. Sua peça O Morro do Ouro foi representada 350 vezes; A Rosa do Lagamar, mais de 500. Sua obra teatral foi reunida em dois volumes, contendo O Demônio e a Rosa, O Anjo, Os Deserdados, A Máscara e a Face, Nós, as Testemunhas, no primeiro, A Donzela Desprezada, O Julgamento dos Animais, O Andarilho, além das já mencionadas. Tem pequenas histórias incluídas em dez antologias, das quais duas no Uruguai e uma na Alemanha.

2. Características dos personagens

Rosa: batalhadora, muito preocupada com a criação e sustento de sua filha Maria. Mulher muito direita e presa os valores da família

Maria Galante: filha de Rosa. Sonhadora e apaixonada pelo seu namorado, Vasques, com o qual pretende se casar.

Dr. Severiano: homem rico e ambicioso. Insistente, fez de tudo para Rosa vender seu terreno.

Emília: trabalhadora, engoma roupas para fora e amiga pessoal de Rosa. Sempre se atreve a vestir as roupas de seus clientes, e corajosa em achar que nunca irão descobrir.

Dona Julieta: esposa de Dr. Severiano. Como toda mulher de classe alta, muito refinada e com modos superiores aos da maioria dos personagens.

Frederico: como todo vigia, é sempre bem informado e está sempre alerta aos acontecimentos das redondezas.

Crispim: marido de Rosa. Antes de passar tanto tempo fora, era carinhoso e atencioso com a família. Após voltar de viagem, tornou-se insensível e frio com Rosa, sem contar com o hábito de beber, que até então não tinha.

Beltrão: subdelegado da região. Segundo a cena do casamento de Maria, Beltrão mostrou-se rude e destinado a acabar com a festa para receber o vestido que pertencia a mulher do deputado, tudo para cumprir seu trabalho.

Mulher: empregada de Dona Alva, esposa do deputado. Mostrou-se destinada a tomar de volta o vestido de sua patroa.

Oficial de Justiça: por se tratar do despejo de Rosa, ele aparece com ato de crueldade na cena em que ela é despejada.

1. Resumo da peça

Rosa era uma moradora no bairro Lagamar, em Fortaleza. Com seu esforço, conseguiu comprar um terreno no bairro Aldeota, onde trabalha vendendo café e refeições para os trabalhadores. Se esforça muito para sustentar sua filha Maria, muito sonhadora que tem planos para se casar com Vasques, seu namorado. Rosa tem esperanças que seu marido Crispim volte, que está fora de casa a 10 anos, trabalhando.

Numa tarde, Rosa recebe a visita de um "Doutor", que quer comprar seu terreno, mas ela se recusa a vender.

Rosa recebe a notícia de que seu marido está de volta, num navio que desembarcou no porto de Fortaleza. Muito animada, Rosa prepara uma festa para comemorar a chegada do amado, mas a demora é tanta que todos os convidados vão se retirando, até Emília, sua grande amiga. Porém, quando ela já está se pondo para dormir, ouve o marido chegando. Mas se decepciona, pois Crispim a recebe com frieza e despreso, fazendo com que ela o mande embora.

Novamente Severiano vem a sua procura para insistir que venda o terreno para ele, fazendo propostas altíssimas.

Chega o dia do casamento de sua filha, mas vai por água abaixo quando o dono do vestido que Emília emprestou para ela aparece para tirar satisfações, deixando todos embarassados.

Até que ela recebe a visita de um oficial da justiça, que alega que seu terreno pertence a prefeitura e exige que ela deixe a casa. Rosa acredita que seus documentos são pretesto para que seu terreno seja garantido, mas ela descobre que eles são falsos. Diante disso, Rosa é obrigada a ser despejada.

A obra acaba com a cena de Rosa desolada fora de sua casa, juntamente com os seus móveis.